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2012/07/10

Conferencia: Innovación tecnológica e inclusión social

 A cargo del Dr. Renato Dagnino*
 
Lunes 16 de julio, 17hs.
Saavedra 15, Auditorio 3er. Piso, Buenos Aires

Invita:
Maestría en Política y Gestión de la Ciencia y la Tecnología - UBA
Centro de Estudios Urbanos y Regionales (CEUR-CONICET)
Instituto de Estudios y Capacitación - CONADU

* Renato Dagnino es ingeniero por la Universidad Federal de Río Grande do Sul, doctor en Economía por la Universidad de Campinas y post-doc en Política Científica por la Universidad de Sussex. Actualmente es Profesor Titular en la Universidad de Campinas, Departamento de Política Científica y Tecnológica, Coordinador del Programa de Gestión Estratégica Pública de la UNICAMP y miembro del Consejo de Orientación de la Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares de la UNICAMP.

2012/02/14

Produção de conhecimento pede uma agenda ciência-tecnologia-sociedade na pesquisa e pós-graduação brasileiras

Les dejamos a continuación un artículo publicado por Ricardo Neder en el portal de de UNBCiencia el 1° de febrero de 2012.



Produção de conhecimento pede uma agenda ciência-tecnologia-sociedade na pesquisa e pós-graduação brasileiras

Por Ricardo Toledo Neder*

Desde os anos de 1980, os Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (C&T), a Sociologia e a Filosofia da Tecnologia, associadas às correntes sócio-construtivistas de C&T, têm colocado a Universidade contemporânea em posição de interpretar as tendências avassaladoras de crescimento da chamada tecnociência (que nada mais são do que a pesquisa gerada como desenvolvimento tecnológico pelas grandes corporações e transnacionais) que penetram na pesquisa e na pós-graduação.
No Brasil, esses estudos nos ajudam a entender porque o regime de produção de conhecimento está relacionado com o que foi apontado há 35 anos: “na América Latina instalam-se, em regra geral, filiais de empresas industriais que se limitam a montar ou a fabricar produtos protegidos por patentes e pelos quais temos que pagar preços elevados (…). Descobertas e inovações são realizadas nos grandes laboratórios dos Estados Unidos e Europa”. Continua atual essa afirmação do físico e cidadão brasileiro José Leite Lopes (Ciência e Libertação: Paz e Terra, 1977).

Para ele – cuja produção de conhecimento foi integrada como de grande relevância na física das interações fracas (passou a maior parte de sua vida profissional na França, exilado durante o regime militar) – “como a ciência não é universalmente aplicável, seus métodos não são necessariamente únicos e ela não é politicamente neutra”. Os sistemas universitários dos países hegemônicos, lembra Leite Lopes, não podem estimular em países dependentes o desenvolvimento de equipes capazes de competir eventualmente com aquelas instaladas nos países centrais. Esse é um dos aspectos da luta pela autonomia da Universidade brasileira e latino-americana. (Continúa>>)